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Resenha: The Legend of Korra - Ruins of the Empire (Part Three)

Título: The Legend of Korra - Ruins of the Empire (Part Three)
Roteiro: Bryan Konietzko e Michael DiMartino
Ilustrações: Michelle Wong Coloração: Killian Ng
Editora Dark Horse Comics
Páginas:80

Essa resenha contém spoilers do final de A Lenda de Korra!

No terceiro volume acompanhamos o final da jornada de Korra juntando forças com sua ex-inimiga Kuvira e os Beifongs para libertar seus amigos Bolin, Mako e seu amor, Asami, da lavagem cerebral de Guan e impedir o Império da Terra de manipular os resultados das eleições do Reino da Terra.

Essa série iniciou o arco de redenção de Kuvira. É aqui que os criadores ganham destaque como sempre. Apesar de não ser longa como Zuko nas três temporadas de O Último Mestre do Ar, os três quadrinhos foram certeiros em continuar a personalidade de Kuvira, que acredita em suas boas intenções ao fundar o Império da Terra.

Mas quanto mais ela ajuda Korra a combater Guan, quanto mais afunda nas atrocidades e as consequências de suas ações, mais ela percebe que suas boas intenções e sua fé em trazer o bem dançaram com o fascismo. A redenção de Kuvira é gradual e mesmo ela ajudando Korra agora e tomando decisões corretas para o bem, ela tem a consciência que é necessário muito mais para retomar as coisas e conseguir perdão.

Embora Korra tenha o arco de salvar seus amigos e aprofundar ainda mais sua relação com Asami, a história se concentra em Kuvira, um pouco do seu passado e os Beifongs. Parte do passado da relação entre Kuvira e os Beifongs é revelado, mostrando como a relação deles se tornou tão fragilizada com o tempo. Até mesmo Baatar Jr ainda ferido da traição do seu amor tem seu momento para uma conversa com Kuvira para deixar os machucado começarem a cicatrizar.

O segundo ponto é a situação política do Reino da Terra que entra em caos com as artimanhas do comandante Guan. Como na animação, os temas políticos continuam sendo explorados, o fascismo do comandante Guan e as dificuldades existente para a transição de uma democracia, tendo destaque o desajeitado príncipe Wu que se mostra amadurecendo cada vez mais.

Por ser curto, as histórias sempre carregam uma trama mais rápida com um sentido de urgência mais direto sem deixar de discutir os tema relevantes que trouxeram as animações de O Último Mestre do Ar e A Lenda de Korra para outro patamar.

The Legend of Korra: Ruins of the Empire é a série que definitivamente consegue trilhar a qualidade de A Lenda de Korra em trabalhar redenções, políticas, humor, drama. Sem esquecer de trabalhar tão bem seus personagens e seu universo rico.

Vanessa de Oliveira
Instagram: @nessagsr

Resenha: The Legend of Korra - Ruins of the Empire (Part Two)

 

Título: The Legend of Korra - Ruins of the Empire (Part Two)
Roteiro: Bryan Konietzko e Michael DiMartino
Ilustrações: Michelle Wong        Coloração: Killian Ng
Editora Dark Horse Comics
Páginas:80

Se você não terminou A Lenda de Korra essa resenha pode conter spoilers!

Esse é o segundo volume da HQ do arco Ruínas do Império que continua as aventuras de Korra após o final da animação. Após o primeiro volume, Korra se separa de seus amigos e vai com o príncipe Wu procurar Toph para se eleger na corrida eleitoral do Reino da Terra.

Asami, Mako e Bolin ficaram com a missão de transportar Kuvira, mas eles não conseguem ir muito longe e acabam caindo numa armadilha do Comandante Guan. Kuvira é a única que escapa. A arma secreta do comandante Guan é revelada e Mako, Bolin e Asami passam por uma lavagem cerebral e trocam de lado.


Kuvira procura ajuda de Su, uma parte do passado e o relacionamento das duas é revelado. É possível compreender o  motivo da Kuvira afastar as pessoas e Su e sua família mantém ressentimentos pelas ações passadas dela.

Korra e Wu conseguem convencer Toph a se candidatar, mas ao retornarem descobrem que todas as pessoas parecem diferente e muito decididas a votar no Comandante Guan. Com o retorno de Kuvira, ela descobre sobre as lavagens cerebral e o seus amigos que foram convertidos.

Korra agora precisa enfrentar, resgatar seus amigos e achar uma maneira de salvar a democracia. Kuvira está começando a perceber as consequências de suas ações para a segurança do mundo e a perda das pessoas que amavam e já confiaram nela alguma vez.

The Legend of Korra: Ruins of the Empire aumenta a tensão em seu segundo volume e traz mais ainda Kuvira para o lado das consequências dos atos de seu poder totalitário, o custo disso para ela e para o mundo. Korra enfrenta a perda de seu amor e de seus amigos. E o Comandante Guan está cada vez mais perto do seu objetivo do que eles imaginam.



Vanessa de Oliveira
Instagram: @nessagsr

Resenha: The Legend of Korra - Ruins of the Empire (Part One)

Título: The Legend of Korra - Ruins of the Empire (Part One)
Roteiro: Bryan Konietzko e Michael DiMartino
Ilustrações: Michelle Wong        Coloração: Killian Ng
Editora Dark Horse Comics
Páginas:80


Se você não terminou de assistir A Lenda de Korra essa história contém spoilers!

Essa é a primeira HQ do arco Ruínas do Império, que continua as aventuras de Korra após o final da animação. Nesse primeiro volume acompanhamos quando Kuvira, após todos os acontecimentos da última temporada, está em julgamento para responder pelas suas ações.

Ao mesmo tempo, o Reino da Terra está passando pelo processo de transformação numa democracia com a ajuda do príncipe Wu e Zhu Li. Quando o príncipe Wu chama Korra e seus amigos para informar que está recebendo estranhas ameaças de alguém que ainda deseja manter o império, Korra decide que é hora de entrar em contato com Kuvira.


Após conversar com Kuvira e investigar, Korra descobre que o Comandante Guan e suas tropas nunca se renderam. Se ele nunca se rendeu, provavelmente está tramando alguma coisa e o provável é que seu plano envolva atrapalhar as eleições. 

Para conseguir impedir que o comandante Guan atrapalhe as eleições ou faça algum golpe, Korra decide com seus amigos trazer a ajuda de Kuvira que embora ainda está em julgamento e nem um pouco arrependida de seus atos anteriores quer colaborar.

Nessa história conhecemos um pouco do passado da Kuvira antes de chegar na casa de Suyn Beifong e até como era o tratamento entre ela e as filhas de Suyn. Temos também, Bolin que saiu da polícia e está trabalhando com Zhu Li e ainda confuso sobre o que fazer com seu futuro.

O final termina com uma ligação direta com alguns eventos de Avatar: O Último Mestre do Ar e a decisão de trazer mais um candidato para as eleições.

Para 80 páginas, Ruínas do Império introduz bem o início de um arco de redenção para Kuvira mesmo que nesse começo seja sobre ela ainda estar em negação sobre seus atos, também continua a transformação do império para uma democracia através de eleições e a revolta daqueles que querem manter o poder.



Vanessa de Oliveira
Instagram: @nessagsr

Avatar: Temas e Mensagem de um Marco das Animações


No dia 21 de fevereiro de 2005, o canal Nickelodeon lançava o primeiro episódio da animação que viria a ser um dos seus maiores sucessos de público e crítica. Avatar: The Last Airbender (no Brasil, Avatar: A Lenda de Aang) rendeu 3 temporadas com 61 episódios, além de uma continuação chamada A Lenda de Korra, um filme, várias HQ's que continuam tanto o universo de Aang como o de Korra, livros, bonecos e jogos.

Criada por Bryan Konietzko e Michael DiMartino, a animação tem inspiração em animes japoneses e na cultura dos povos asiáticos, enquanto acompanhamos seus personagens em ricas histórias e temas importantes como: política, guerra, genocídio, depressão, vingança e espiritualidade.

A série ganhou tanto destaque pelo público e crítica que elogiaram seu humor, a construção de seus personagens, a forma como são tratadas seus temas,  as referências culturais entre outras coisas que ganhou vários prêmios entre eles o prêmio Peabody Award (que reconhece e premia por ano apenas 25 ou 26 mídias por sua excelência e qualidade). 

O mundo está divido em 4 nações: as Tribos da Água (norte e sul), o Reino da Terra, os Nômades do Ar e a Nação do Fogo. Nessas nações existem pessoas que podem manipular um dos 4 elementos por meio de movimentos de artes maciais chamadas de dobras. Para manter o equilíbrio do mundo e das nações, apenas uma única pessoa pode manipular os 4 elementos: o Avatar. O Avatar surge através de reencarnação sempre que o anterior morre.

A história se inicia após o último Avatar ter sumido, com isso a Nação do Fogo iniciou uma guerra na qual planeja dominar e dizimar todas as outras tribos, reinos e nações do mundo. Quando Katara e seu irmão Sokka encontram o novo Avatar: um menino de 12 anos, chamado Aang preso num iceberg há 100 anos, eles precisam ajudar esse garoto na jornada de aprender a dominar os 4 elementos e encarar o senhor do Fogo para restaurar o equilíbrio do mundo.

70 depois de A Lenda de Aang, Korra é uma adolescente de personalidade forte, cabeça quente que precisa aprender a dobra de ar. Para isso, ela viaja para Cidade República, uma metrópole com uma crescente revolução antidobradores que ameça a tranquilidade e a harmonia de dominadores e não dominadores de todas as nações. Ela conta com a ajuda dos irmãos Mako e Bolin, a inteligente Asami e seu professor filho do Avatar anterior Tenzin para ajudá-la na jornada de aprender ser um Avatar e levar o legado de Aang adiante.

Temas:

Com tópicos relevantes e uma evolução que transformou a forma como se conta história para o público infantojuvenil, A Lenda de Aang e A Lenda de Korra não teve reservas em mostrar que seu público pode lhe dar com diversos assuntos com sensibilidade.

Ao longo de Avatar A Lenda de Aang somos apresentados aos conflitos da guerra causado pela nação do fogo e enquanto Sokka e Katara ressentem que todas as pessoas daquele lugar são más, Aang tem grandes dúvidas. Apenas quando eles precisam se esconder na Nação do Fogo e fingir ser cidadãos de lá que eles conhecem a situação daquelas pessoas percebem que na guerra não há lados vencedores e que todos são afetados de alguma maneira. A guerra também mostra seus impactos no meio ambiente.

Ainda em A Lenda de Aang vemos assuntos como: genocídio, personagens deficiente como Toph que é cega. Tráfico de animais, meio ambiente, amor, perdão e espiritualidade.

Em A Lenda de Korra temos seus três vilões principais que representaram os temas na qual Korra deve equilibrar e de certa forma pode render diálogos e textos bem maiores. Igualdade, Unidade, Liberdade e Tirania. Além desses pontos, Korra teve um inimigo maior que todos esses que era: ela. Depois de alguns eventos durante a série, ela passa a ter depressão e estresse pós-traumático e lhe dar com isso para aprender ter empatia com seus inimigos e outros ao seu redor talvez seja sua maior lição. A animação também foi a primeira a ter personagens LGBTQ.

Aliás, tanto A Lenda de Aang quanto A Lenda de Korra são duas animações com muitos temas, muitas lições e o divisor de águas de animação para adultos e para crianças/jovens. Após Avatar começou surgir Steven Universe, A Hora da Aventura, entre outros.

Mensagem:

Como um marco na história das animações, Avatar continua relevante com suas continuações em HQ's tanto de A Lenda de Aang como de A Lenda de Korra que você pode conferir clicando aqui. A Netflix está em produção de um live action.

Depois de todos esses anos, com 15 anos de marco na televisão e no mundo, Avatar é responsável por tratar com responsabilidade de tantos temas para um público em transição. Tanto criança quanto jovem ou mesmo adultos enquanto sentam em suas casas e compartilham desse momento para assistir a histórias desse menino careca, dessa adolescente de cabeça quente não tem só ali um momento para ver lutas. 

Mas um belo momento para compartilhar a mensagem de que em momentos sombrios ou não é sempre a união, o amor, a amizade e a empatia pelo próximo, seja quem for é o que nos leva adiante.

Se todos programas de televisão puderem fazer isso como esse fez. Já é uma vitória.



Você conhece Avatar: A Lenda de Aang? E A Lenda de Korra? Já assistiu? Qual sua opinião sobre?

Vanessa de Oliveira
Instagram: @nessagsr

Resenha: The Legend of Korra - Turf Wars

Título: Legend of Korra - Turf Wars (Library Edition)
Roteiro: Bryan Konietzko e Michael DiMartino
Ilustrações: Irene Koh Coloração: Viviane Ng
Editora Dark Horse Comics
Páginas: 240

Sinopse: Apreciando seu novo relacionamento, Korra e Asami deixam o mundo espiritual… Mas encontram em Cidade República altas travessuras políticas e o conflito humanos vs. espíritos!
Um empreendedor pomposo planeja transformar o novo portal espiritual em um parque de diversões, cortando potencialmente uma conexão já tumultuada com os espíritos. Além disso, as tríades se realinharam e estão em uma briga brutal em todas as fronteiras da cidade – onde centenas de evacuados se mudaram!

ESSA RESENHA CONTÉM SPOILER DO FINAL DE A LENDA DE KORRA

The Legend of Korra: Turf Wars ou A Lenda de Korra Guerras Territoriais em sua edição Library Edition é capa dura com a junção das três edições de Turf Wars lançadas com várias extras com alguns comentários do Bryan e storyboards.

A história é toda em inglês já que ainda não trouxeram a tradução para o Brasil.

A história em quadrinhos se inicia exatamente na cena na qual terminou a animação, Korra e Asami entraram no portal do mundo espiritual para passarem um tempo de férias juntas. Enquanto, se divertem e descansam elas também discutem a situação do relacionamento, o sentimento de ambas surgiu durante uma época complicada e elas não tiveram tempo de realmente conversar sobre como estavam se sentindo.


Com o final das férias e de volta à Cidade República, um empresário muito rico e dono das terras na qual o novo portal está instalado anuncia que quer transformar aquele local em um centro turístico de visita ao mundo dos espíritos. O desentendimento de espíritos e humanos sempre aconteceu e com esse evento é estimulado ainda mais esse conflito.

A bagunça deixada por Kuvira pede que a cidade precise de organização para população, moradia e várias restituições o que leva vários personagens trabalharem juntos para ajudar, principalmente Asami e Zhu Li na questão de empreendimentos e os dobradores de ar na proteção. Enquanto isso, o presidente Raiko está investindo pesado na população para garantir sua reeleição e não se preocupando realmente em resolver problemas e garantir bem estar.

Guerras de Tríades também começam a surgir em vários pontos em meio a bagunça da organização da cidade e um deles Tokuga, se torna o vilão dessa edição. Ele está entre o conflito das tríades, conflito político e conflito com o mundo dos espíritos.

Fica para Korra mais uma vez restabelecer a paz, enquanto lida com seu novo relacionamento e seus deveres como avatar.

Vanessa Oliveira
Instagram: @nessagsr

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